rikz detona
rikz, treinador da DETONA, durante o primeiro dia de Gamers Club Masters III (Foto: Felipe Guerra/Gamers Club)

A DETONA Gaming confirmou seu favoritismo e estreou com duas vitórias na Gamers Club Masters III. Após bater Team Reapers e paiN Gaming, os Pitbulls garantiram folga na sexta-feira e já carimbaram vaga na semifinal do major brasileiro. Para Henrique “rikz” Waku, o dia livre acaba quebrando o ritmo da equipe.

“Vou até conversar [com a GamersClub] porque sei que tem duas salas de aquecimento aí e vou ver se conseguimos vir amanhã e pelo menos jogar um pouco, para não ficarmos parados”, afirmou o treinador da DETONA em entrevista ao Mais Esports.

“Da Suécia para a França a gente treinou bastante, mas na França não treinamos quase nada. Ficamos quase uma semana lá sem treinar, treinamos só dois dias por causa do campeonato. Não aproveitamos muito. Viemos para cá mais cedo do que todos os times e não treinamos aqui. Minha vontade era jogar, mas, se for escolher entre o embalo e a derrota, é melhor sem embalo”, completou.

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Na estreia, a DETONA bateu a Team Reapers por 16-12 na Inferno. Com a escalação dos Ceifeiros tendo mudado recentemente, rikz explicou que preparou sua equipe para duas situações diferentes.

“A gente faz sempre o nosso, só que podem acontecer duas coisas quando o time é novo. Eles podem querer ‘meter o louco’, jogar de uma forma agressiva, bem ‘pugzão’. Mas, falam que o horvy é um cara cauteloso, um bom capitão, então acho que ele já tentou implementar as coisas dele”, contou.

“Esperávamos que eles jogassem no padrão, no passo a passo, e foi isso que aconteceu. Eles fizeram isso e estavam com o básico do CS bem fresco. Quando você está num time novo, isso fica muito na cabeça. O capitão fala que ‘você tem que fazer essa smoke, essa flash para entrar aqui, isso não pode faltar’. Então eles estavam com um básico muito bom, ninguém estava ali ‘panguando’ ou muito confiante na posição da padrão, para, por exemplo, aparecer sem uma flash. Quando um time joga certinho assim é bem difícil punir. Eles jogaram bem de TR, mas a gente foi superior no final”, completou.

Já o duelo contra a paiN, vencido por 16-11 na Dust2, era mais previsível. De acordo com rikz, as equipes se conhecem e ele já esperava o estilo mais lento apresentado pelos comandados de Vinicios “PKL” Coelho.

“Sabíamos que a padrão deles é passo a passo, demorado. Eles dominam a varanda com a flash, depois vem a segunda, vem molotov no FalleN – é o passo a passo. Nós conhecemos o jogo deles e sabíamos que tínhamos de segurar um pouco de bombas”, revelou.

“De TR começamos muito bem, só que nos últimos rounds demos uma vaciladinha, principalmente em jogadas individuais. Foi um erro na rampa que custou dois rounds, mas é mérito deles. Ali deveríamos ter virado num 10-5, por aí, seria algo bom para nós e justo para o jogo. Tirando tudo isso, jogamos bem. De CT fizemos jogadas muito boas individualmente, que também salvaram. Lembro agora uma do v$m de [Desert] Eagle na B, que ele tinha mais uma bala no pente e matou o terceiro. Foram lances individuais que ajudaram muito”, explicou.

PAPO QUE VALE POR 10

O GC Masters é o primeiro torneio da DETONA desde que a equipe voltou de temporada na Europa – quando disputou o Esportal Global e as finais da ESL Pro League. De acordo com rikz, ainda não foi possível passar muitas coisas para os jogadores, mas as conversas foram frutíferas – principalmente as com Wilton “zews” Prado e Fernando “fer” Alvarenga, da MIBR.

“Teve muita coisa que vimos, que eu vi. Conversei com o fer e o zews e eles me passaram muita coisa. Conversar com eles é um aprendizado que vale mais do que 10 dias de treino no Brasil”, cravou.

“Vamos colocar tudo em prática, mas ainda não tivemos tempo de executar. É tudo meio que na conversa e bem básico. Não quero falar nada que pode afetar. Não podemos querer mudar agora para tentar entrar no estilo do time e não conseguir executar bem. Não adianta querer passar [para os jogadores] e não conseguir executar”, explicou.

Para rikz, a DETONA só conseguirá aplicar todo o conhecimento que adquiriu na Europa após a pausa de meio de ano.

“Enquanto não tivermos um período sem campeonato, podendo retomar nossas seis horas diárias de treino, não vou passar nada de novo. Foram só conversas, coisas mais básicas, que dá para arrumar assim. O ideal é esperar até depois do GC Masters, que vai fechar a temporada, e sentar e ver quais pontos vamos pegar firme para treinar até a volta dos campeonatos”, finalizou.