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guerri, treinador da FURIA, comemora vitória durante a DreamHack Masters Dallas (Foto: Adela Sznajder/DreamHack)

A FURIA Esports continua mostrando seu valor ao mundo do Counter-Strike: Global Offensive. Na estreia das finais da 7ª temporada da ECS, os brasileiros venceram a Astralis por 16-14 na Nuke e garantiram lugar no jogo dos vencedores do Grupo A.

Após o triunfo contra os atuais campeões do major, Nicholas “guerri” Nogueira não escondeu a felicidade. Em entrevista ao Dexerto, o treinador da FURIA explicou a vitória e descreveu o resultado como “um sonho se tornando realidade”.

“Não tenho palavras para descrever. É muita felicidade. Estou feliz de jogar com meus meninos aqui, é um sonho se tornando realidade. Sem palavras”, afirmou guerri.

“É um sonho de muito tempo vir aqui [em Londres]. Quando nós não estávamos no tier 1, sempre assistíamos os jogos daqui, jogos da Astralis. Estar aqui e jogar contra a Astralis no primeiro jogo é, novamente, um sonho se tornando realidade. Estou muito feliz”, completou.

Além da visível emoção, guerri também detalhou a atuação da FURIA nos dois lados do mapa.

“Começamos no lado TR e nós sabemos que ele é muito forte. Não temos medo de jogá-lo. Especialmente na Nuke, porque temos um TR muito bom nela. Sabíamos que seria difícil porque é a Astralis, o melhor do time do mundo. Conseguimos vencer muitas situações onde explodimos num bomb site, tivemos muitas boas decisões individuais. Kscerato jogou muito bem naquele lado também. Quando veio o pause entre os lados eu falei para os caras que estávamos muito bem e precisávamos só continuar fazendo o que estávamos fazendo, o que nos era confortável. [Disse] que não precisávamos ter medo, que tínhamos que ser agressivos, como gostamos”, explicou guerri.

Depois de sair para o intervalo na vantagem por 8-7, a FURIA tomou a virada e viu os dinamarqueses abrirem 14-9. Guerri afirmou que usou as paradas táticas para acalmar a equipe e conseguir reverter o jogo.

“Quando começamos o lado CT, perdemos o pistol. Depois tivemos dois forçados, imaginamos que poderíamos ter vencido os dois. No primeiro armado nós perdemos e é sempre difícil perder, especialmente como CT. Gastei meus últimos dois pauses no começo do half porque sabia que, se mantivéssemos a calma e fizéssemos nosso trabalho, jogássemos o nosso jogo e fizéssemos as rotações certas [nos viraríamos]. A Astralis joga de maneira calma, eles são mais lentos, diferentes de nós. Se a gente conseguisse a primeira kill teríamos a vantagem, poderíamos stackar no bomb site correto e jogar melhor no meio do round. Foi isso que aconteceu no resto do lado CT. Foi como um sonho, porque sempre vemos a Astralis jogar. Enfrentar eles aqui em Londres e vencer é… não sei”, completou o treinador.

O treinador também explicou a opção pela Nuke. Ambas equipes tiveram boas sequências no mapa nos últimos meses, mas a Astralis ficou 31 jogos na lan sem perder no cenário.

“Sabíamos que os mapas seriam Overpass ou Nuke. Eu venci o cara ou coroa e escolhi Nuke, porque estávamos muito confiantes na Nuke. E ganhar da Astralis lá seria incrível. E foi”, finalizou.

O próximo compromisso da FURIA é diante da NRG Esports, às 12h desta quinta-feira. Quem vencer se garante na semifinal da 7ª temporada da ECS.