Foto: Jennika Ojala/ESL

Ladislav “GuardiaN” Kovács ainda não conquistou um título de major. Após fracassar mais uma vez na IEM Katowice, o eslovaco da FaZe Clan chega na BLAST Pro Series São Paulo buscando alcançar, ao menos, a final.

“Definitivamente não era o que esperávamos do último major. Queríamos ao menos chegar na final, vínhamos treinando bastante e a forma que caímos foi uma grande decepção. Nós podíamos ter vencido a Na’Vi, mas cometemos erros e eles nos puniram”, disse o awper em entrevista ao Mais Esports durante o media day da Blast Pro Series São Paulo.

No entanto, a queda nas quartas-finais em Katowice não tira o otimismo de GuardiaN, que espera “conseguir mostrar o nosso jogo e alcançar a final na BLAST”. O torneio terá início na noite dessa sexta-feira (22).

ADAPTAÇÃO COM YNK

Ex-treinador da MIBR, Janko “YNk” Paunovic foi anunciado na equipe europeia em janeiro deste ano. Tendo chego um mês antes do major, GuardiaN afirmou que YNk “nos trouxe a técnica, a disciplina” e que é incomparável com Robert “RobbaN” Dahlström, seu último treinador. “Não posso dizer que um é melhor que outro. São duas formas de trabalho totalmente diferentes”.

A FaZe, porém, não tem alcançado bons resultados. Para o jogador, o problema está somente dentro do servidor. “YNk trouxe muitas coisas boas para a gente. Nós só precisamos por isso dentro do game e começar a jogar CS do jeito que devemos”

Com as más performances da equipe, surgiram rumores sobre uma suposta saída de YNk e de Dauren “AdreN” Kystaubayev, porém, GuardiaN afirma que “continuaremos trabalhando duro com o que temos”.

“O Janko parece que está certo que ele continuará no time e eu espero que continuemos usando o AdreN o máximo que der. Não é tão fácil encontrar um jogador que não seja tão caro e atenda nossas necessidades. É o que podemos fazer e esperamos que a FaZe volte ao topo” acrescentou o jogador.

FÓRMULA DO SUCESSO

A Astralis continua dominando o cenário internacional, tendo vencido a maioria dos grandes torneios em 2018 e o primeiro major de 2019. A habilidade inegável dos jogadores não é o único motivo para essa performance exemplar.

“A forma que a Astralis está treinando e como o sistema deles está definido, para mim é a mais certa. Não significa que, sendo um profissional de CS, você só precisa jogar. Isso não é tudo que você tem de fazer”, afirmou GuardiaN.

“É necessário aprender a ter disciplina, ter dedicação, ser leal ao time e mais efetivo. São pontos necessários para aprender, principalmente para um jogador mais novo. A Astralis tem muita disciplina, atuam como um só e são os melhores atualmente, ganhando tudo”, finalizou o eslovaco.

BUSCA PELO MAJOR

Tendo defendido a Natus Vincere desde 2013 até 2017, GuardiaN foi duas vezes vice-campeão de major – uma inclusive contra a brasileira Luminosity Gaming. O fracasso nos últimos torneios e a falta do principal título do CS, porém, não foram o motivo pelo qual o jogador deixou o time.

“Na Na’Vi nossas personalidades não encaixavam, foi por isso que eu sai. Lá todo mundo tinha uma visão diferente sobre o que é ser profissional, nós não estávamos felizes com isso, com o nosso comportamento – inclusive o meu”, afirmou.

“Eu gosto da FaZe como time, eu não exerço tantas funções como na Na’Vi, tenho mais liberdade. Vim para cá pois buscava algo diferente e encontrei jogadores muito habilidosos como NiKo e Rain”, continuou GuardiaN.

“Na Na’Vi era algo mais voltado para tática e afins, já aqui nós somos mais um time de skill, todo mundo pode vencer o jogo se estiver em um bom dia.”

Com 27 anos, GuardiaN ainda não venceu um major. No entanto, as decisões do jogador não rodam baseadas nisso. “Se eu não vencer um major, eu vou ficar envergonhado, mas não decepcionado. Se eu fizer o melhor que posso sempre vou ficar grato por isso, mesmo não tendo vencido um major.”

“Eu não sinto nenhuma pressão em precisar ganhar um major. Eu já estive em finais de major, eu já trilhei a caminhada para lá, mas não consegui concluí-la. Eu continuo com a cabeça em pé, olhando para frente. São muitos majors, eu tenho alguns anos pela frente, e eu vou continuar me dedicando no CS e sei que tenho potencial para ganhar um”, finalizou.

MUDANÇAS NECESSÁRIAS

GuardiaN crê que para a equipe voltar a final, além da dedicação e disciplina fora do game, é preciso encaixar o estilo de jogo. “Precisamos acordar, abrir nossos olhos e começar a fazer tudo o que podemos.”

“Não digo que seja só por mim, mas como um time, nós não fazemos tudo o que podemos. Obviamente eu vim para a FaZe com objetivo de levantar vários troféus, nós vencemos alguns, mas não está perfeito”, completou.

A BLAST será a próxima oportunidade em que o eslovaco terá, ao lado da sua equipe, de abrir os olhos. Pela segunda rodada do torneio, os europeus enfrentarão a MIBR na Nuke, mapa pouco jogado por ambos times. GuardiaN se mostra confiante.

“Nós escolhemos Nuke porque estamos praticando bastante. Nós não vimos muitos times jogando, mas temos novas táticas, estratégias e se jogarmos nosso jogo, acertamos os tiros, a MIBR vai poder ver como o nosso mapa é forte. Creio que será uma partida muito divertida”, finalizou.

* Colaborou Roque Marques.