Durante o primeiro semestre de 2019, uma equipe brasileira de Counter-Strike: Global Offensive se destacou no cenário internacional: a FURIA. Em Miami, EUA, desde junho de 2018, a equipe vem acumulando boas apresentações e bons resultados, principalmente no ano de 2019, no qual teve uma ascensão meteórica.

O ano começou de maneira sensacional para os brasileiros. A equipe comandada por Andrei “arT” Piovezan conquistou o segundo lugar no Minor das Américas, o classificatório para o campeonato mais importante da modalidade, o major. A classificação veio após vitória contra a Team Envy por dois a zero e colocou os brasileiros na vice-liderança, atrás apenas da NRG, e com a vaga ao Major de Katowice.

Antes de ir à Polônia, a FURIA ainda disputou outro campeonato: WePlay! Lock and Load. Em um jogo contra a HellRaisers, os brasileiros foram derrotados nas quartas de final do torneio por dois a zero.

FURIA NO MAJOR

arT vibra durante rodada do minor americano da IEM Katowice (Foto: Adam Lakomy/ESL)

Na IEM Katowice, o Major, a FURIA estreou contra a equipe lendária da Ninjas in Pyjamas. Na Mirage, a equipe brasileira não conseguiu superar os suecos e sofreu um revés por 16-4. Apesar de ter um melhor desempenho contra a AVANGAR na segunda partida, os brasileiros sofreram outra derrota, por 16-14, e ficou a uma derrota da eliminação.

Contra a Team Spirit, um alivio: a vitória por dois a zero deixou a esperança da FURIA viva. Na sequência da competição, arT e seus companheiros enfrentaram a Cloud9, campeã do ELEAGUE Major 2018. A FURIA fez bonito no primeiro mapa e atropelou o adversário, que revidou na mesma moeda no segundo mapa. Ambos os placares por 16-1. Na decisão, a Cloud9 conquistou a vitória e eliminou os brasileiros da competição.

Mesmo com a eliminação, a FURIA conquistou a torcida brasileira e o respeito dos adversários internacionais.

FURIA NA DREAMHACK

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Treinador Nicholas “guerri” Nogueira comemorando vitória na DreamHack Rio. Foto: Alex Maxwell/DreamHack

Na DreamHack Rio, a FURIA fez uma boa campanha e apesar de começar com uma derrota, a equipe brasileira se recuperou e chegou na final da competição. Na decisão, a equipe brasileira reencontrou a AVANGAR, equipe que tinha enfrentado no Major. Em um jogo difícil e equilibrado, a FURIA não conseguiu sair com o resultado positivo e ficou com o segundo lugar da competição.

Apesar do resultado na DreamHack Master Dallas ser pior em termos de colocação, a equipe brasileira saiu de cabeça em pé. Vitórias contra NRG e Fnatic colocou a FURIA nos playoffs da competição.

Na sequência, Kaike “kscerato” Cerato e seus companheiros sofreram sua primeira derrota. O primeiro revés foi para a ENCE, vice-campeã do Major, que colocou os brasileiros nas quartas de final. No mata-mata, a FURIA derrotu os franceses da Vitality e seguiu à semifinal, quando enfrentou a Liquid. No jogo contra a equipe número um do ranking, os brasileiros sofreram sua segunda derrota na competição.

ECS: CONSOLIDAÇÃO DA FURIA

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Nicholas “guerri” Nogueira durante a ECS. Foto: Joao Ferreira/ESPAT Media

Nas finais da sétima temporada da ECS, a FURIA fez história. Logo na estreia, os brasileiros bateram a toda poderosa Astralis, na Nuke, mapa no qual os dinamarqueses ficaram 31 jogos sem perder. Na sequência da competição, a derrota para a NRG não abalou os brasileiros, que novamente bateram a Astralis, dessa vez por dois a um.

Classificada às semifinais, a FURIA enfrentou outra equipe da Dinamarca: North. A vitória por dois a zero colocou os brasileiros na final contra a Vitality. Na final, a equipe brasileira não conseguiu superar os franceses e acabou por ser derrotada por dois a zero e ficou com o segundo lugar na competição.

Mesmo não conquistando o título, a FURIA saiu demasiadamente fortalecida do campeonato e contou com o reconhecimento dos torcedores brasileiros e também dos atletas das principais equipes do mundo.

RANKING HLTV

Com o resultado na DreamHack Masters Dallas, a FURIA saiu do 19º para o 11º, uma evolução de oito posições no ranking da HLTV. Tal fato, coloca a equipe brasileira entre as melhores do mundo e a segunda melhor equipe brasileira no cenário internacional.

Todavia, o amadurecimento da equipe foi um processo que foi construído ao longo dos primeiros meses de 2019. Do primeiro ranking divulgado do ano até o último que tornou-se público no dia 3 de junho, a FURIA subiu 38 posições.

Os brasileiros iniciaram o ano de 2019 na 49º colocação no ranking da HLTV. Devido aos seus resultados nesse primeiro semestre, a FURIA vem em uma crescente constante e após o resultado do Major, ficou na posição de número 24.

A posição não oscilou muito após o Major e a equipe alcançou o que na época era sua melhor colocação, 16º. Após a campanha na DreamHack Masters, quando perdeu para a Liquid, atual melhor do mundo, os brasileiros subiram para 11º.

Na última atualização do ranking feito nesta segunda-feira (10), os brasileiros alcançaram mais uma façanha em sua história: a equipe do treinador Nicholas “guerri” Nogueira conquistou o quinto lugar no ranking e ultrapassou, pela primeira vez na história, um time comandado por Gabriel “FalleN” Toledo.

PRÓXIMOS COMPROMISSOS

A FURIA segue em sua caminhada em diversos campeonatos. Os brasileiros estão no meio da disputa da ESEA MDL Season 3. Ainda no mês de junho, arT e seus comandados participam da Moche XL, nos dias 15 e 16 e também o qualificatório fechado para o Minor das Américas, entre os dias 12 e 14.

Em julho, a FURIA disputa a ESL One Cologne, uma das competições mais importantes do cenário internacional do CS:GO. O campeonato, na Alemanha, acontece entre os dias 2 e 7 de julho.