Palco da DreamHack Open Winter 2018, na Suécia (Foto: Adela Sznajder/DreamHack)

O Rio de Janeiro já foi palco de um mapa icônico, mas agora vai receber uma competição internacional de Counter-Strike. Sob olhares de desconfiança da comunidade, a capital carioca recebe a DreamHack Rio no final de semana.

A  desconfiança que cerca o evento não é injustificada e explodiu na última semana, com o cancelamento do torneio de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege. Declarações públicas e de bastidores diminuem a expectativa do público, que esperava por uma verdadeira experiência de festival, mas viu o evento ser reduzido de três para apenas uma arena, além do cancelamento de outras atividades como o stand de PlayerUnknown’s Battlegrounds e as finais da Liga Universitária Rio Esports – só o showmatch entre Flamengo eSports e INTZ, reeditando a decisão do CBLoL, sobreviveu.

Além disso, faltam informações sobre atrações extras – stands de marcas e show musicais, que são comuns em outras etapas da DreamHack, mas que ainda não foram anunciadas para o evento no Rio de Janeiro.

Como consolo, os ingressos se tornaram mais acessíveis. Quem comprou uma entrada poderá levar um acompanhante sem custo adicional. E, com promoções, é possível adquirir a entrada com 40% de desconto.

Principal (e praticamente única) atração da feira, a DreamHack Open Rio de Counter-Strike: Global Offensive é primeira parada do circuito Open em 2019. Serão oito equipes brigando pela maior fatia dos US$ 100 mil em premiação.

CONVITE POLÊMICO

Até a última quinta-feira, a competição de CS:GO parecia a única que praticamente não passava por problemas – a não ser o fato de que a equipe de transmissão do Brasil ainda não foi anunciada e a desistência da Luminosity Gaming foge do alcance da organização. Mas, um convite para a Redemption, acabou colocando os responsáveis pelo torneio no olho do furacão.

Desclassificada ainda na fase aberta da seletiva, a equipe recebeu um convite para substituir a AGO Esports no evento. As críticas se deram, principalmente, porque a Imperial e-Sports era a próxima na linha de sucessão – se pensarmos no qualificatório latino -, mas ficou de fora por um erro da organização.

Agora, o número de equipes brasileiras pulou para cinco – das oito participantes -, e o evento já tem mais uma cara nacional do que “gringa”.

NO SERVIDOR

Apesar dos problemas, a competição ainda promete. A grande favorita é a FURIA eSports, que está no Grupo A ao lado de INTZ eSports, AVANGAR e eUnited. No Grupo B estão Valiance, W7M Gaming, Sharks Esports e Redemption.

A competição segue os moldes do circuito Open, com eliminação dupla e duas classificadas por grupo. Os jogos da primeira fase acontecem na sexta e no sábado, com o domingo reservado para as semifinais e a grande final.

No total, são US$ 100 mil em premiação, com US$ 50 mil deles destinados ao campeão.