Uma das maiores promessas do Counter-Strike nacional, Felipe “skullz” Medeiros está vivendo uma montanha russa de emoções em 2019. Após passagens pela EOX e pela W7M, o jovem jogador foi adquirido pela ex-Luminosity, porém ficou somente um mês competindo nos Estados Unidos. Por uma série de fatores, principalmente o financeiro, o quinteto decidiu se separar por não ter conseguido encontrar uma nova casa, o que forçava os atletas a terem que cobrir todas as suas despesas no exterior com seu próprio dinheiro. 

“Nossa situação nos Estados Unidos estava difícil. Nós tínhamos vários campeonatos chegando e estávamos nos mantendo lá fora com dinheiro do próprio bolso, era a gente que se bancava no exterior [desde a saída da Luminosity]. Acabou que foi uma decisão de última hora que fez a gente decidir se separar e voltar para o Brasil junto”, comentou skullz em entrevista ao Mais Esports.

FALTOU ESTRUTURA E TEMPO DE TRABALHO

Apesar do quinteto não estar conseguindo mostrar resultado dentro dos servidores em partidas oficiais, skullz afirmou que a equipe estava bem nos treinos e também destacou que a falta de uma estrutura ideal e tempo de trabalho foram os principais fatores para que a line-up não encaixasse.

“O que mais faltou foi estrutura. O time estava treinando muito bem lá fora, estávamos tendo resultados muito bons nos nosso treinos, só que não tivemos muitos campeonatos jogados e acabamos tendo pouco tempo de trabalho. Isso prejudicou bastante a gente e acho que faltava muito uma estrutura e uma organização para a nossa line”, afirmou. 

EXPERIÊNCIA DE JOGAR COM OS MELHORES

Apesar do pouco tempo, skullz teve a oportunidade de jogar ao lado de nomes vencedores do cenário como João “felps” Vasconcellos e Ricardo “boltz” Prass. Para o jovem atleta, esta experiência ajudou muito em seu desenvolvimento como jogador e ele conseguiu aprender coisas que não seriam possíveis no Brasil. 

“Jogar com esses caras foi uma experiência muito boa. Eles são jogadores de major, alguns com passagens por SK e MIBR, times muito renomados. Eles me ensinaram muita coisa dentro do jogo que eu não conseguiria aprender jogando no Brasil, como por exemplo decisões rápidas e controle de mapa, coisa que lá fora a gente reage muito mais rápido do que no Brasil”, acrescentou. 

FUTURO NO BRASIL

Apesar de possuir uma certa experiência internacional e ter habilidade o suficiente para conseguir jogar no exterior, skullz afirma que hoje prefere voltar a competir no Brasil e ajudar sua nova equipe a evoluir para aí sim, ir jogar novamente fora do país. 

“Atualmente eu prefiro voltar a competir no Brasil. Quero ganhar os campeonatos aqui e possivelmente ir com uma line-up aqui do Brasil para fora. Pode ser que receba alguma proposta para ir voltar para fora mas atualmente o meu objetivo é esse”, finalizou.