Com elenco totalmente feminino, a Black Dragons é o único time feminino dos oito que disputam o Campeonato Brasileiro de CS:GO. Essa situação, no entanto, é um fator positivo para a equipe.

“Com certeza [dá um ânimo à mais ser a única equipe feminina]. Nós ficamos super animadas por estar representando o cenário feminino. Estar jogando contra essas equipes que normalmente enfrentamos uma vez em um campeonato e nunca mais, é muito bom para nossa evolução”, afirmou Amanda “Dinha” Gomez.

“Creio que com isso, melhoraremos muito rápido e conseguiremos ter mais base. O campeonato também oferece toda essa base para evoluirmos. Vamos ter uma Gaming House, todo o time jogando junto, e bem perto do estúdio onde jogaremos o torneio semanalmente. Acho tudo isso incrível, algo que nunca tivemos”, completou.

Experiente no cenário, Dinha pôde jogar novamente no palco da Game XP e ter seu jogo transmitido no maior telão do mundo.

“Eu jogo há bastante tempo, inclusive eu esta va aqui na Game XP passada, então já joguei nesse palco maravilhoso no ano passado, mas é sempre novo jogar contra um time que é muito mais experiente que você, ainda mais com a gente sendo um time tão novo, porque montamos esse time só para jogar esse campeonato”, declarou.

Na rodada inicial do torneio, a Black Dragons saiu derrotada por 16×2. Independente do placar elástico, a expectativa da equipe para o resto do torneio é alta, mas visando a evolução.

“Então, nossa expectativa é muito alta [para o restante do CBCS], porque, é um sonho estar jogando aqui, mas a gente espera evoluir muito com esse apoio todo, com tudo que estão nos dando”, disse Dinha.

Um ponto importante do CBCS para Dinha, é a profissionalização do torneio. Com piso salarial e CLT, Dinha crê que esses fatores ajudarão o cenário feminino a evoluir.

“Essa profissionalização ainda é surreal para mim. Eu sempre amei jogar e sempre fiz isso por essa paixão, só que muita gente também ama mas não tem condição de continuar jogando e precisa parar, para trabalhar, seguir a vida, por não conseguir ter esse apoio. Então, isso é muito legal”.

Com diversos relatos passados de falta de seriedade por parte das equipes masculinas em treinos contra times femininos, a inserção da Black Dragons em um cenário sólido tende a evitar que casos assim ocorram.

“É importante isso. O cenário tem madurecido muito, mas ainda têm muitos times que deixam de treinar com a gente por sermos meninas e tal, mas a gente vai estar lá, enfrentando eles, impondo nosso respeito. Se eles começarem a jogar fazendo gracinha, brincando, somente responderemos à isso, temos que saber lidar com essas situações”, finalizou.