Jogadores da Astralis e a taça da BLAST Pro Series São Paulo (Foto: BLAST Pro Series)

Que a Astralis conta com uma série de profissionais para auxiliar na rotina não é novidade. Mas você sabia que esse time conta até com um massagista, que viaja com o time para determinados campeonatos? Estes e outros detalhes foram revelados pela equipe na entrevista coletiva pós-título da BLAST Pro Series São Paulo.

“Temos muitas pessoas em volta de nós. Mencionar todos os nomes seria difícil, mas temos um time com um psicólogo de esportes e um diretor de esports, eles trabalham bem próximos da gente. Temos a RFRSH, que cuida de tudo ligado à relações públicas e mídia, deixa que a gente foque mais no jogo”, afirmou Lukas “gla1ve” Rossander.

“Temos também um preparador físico, que nos ajuda com preparo físico e treinamentos. Às vezes também há um massagista, que viaja com nós e nos trata para ajudar a liberar o estresse. Também temos um nutricionista. E um jatinho particular (risos)”, completou Nicolai “device” Reedtz.

Para o astro do time, o apoio é essencial: “Esses são os caras que mais estão próximas nos apoiando. Basicamente, carregam tudo que não é do CS e nos deixam fazer o nosso”.

REFORÇO PSICOLÓGICO

Entre todo esse staff, o destaque é Lars Robl – o psicólogo esportivo. Antes da RFRSH, ele foi oficial do exército dinamarquês por 20 anos, depois se formou em psicologia e trabalhou com clubes de futebol e atletas olímpicos.

Questionado sobre a importância da preparação psicológica, Emil “Magisk” Reif destacou sua evolução pessoal no controle da raiva.

“Quando eu cheguei nesse time, nunca tinha experimentado algo desse tipo antes. Eu cresci como pessoa, falando de mentalidade, acho que me ajudou muito. Mudei minha atitude como um companheiro e também dentro do jogo”, afirmou.

“Antigamente eu seria muito duro com meus companheiros se eles errassem. Hoje eu só bato na mesa (risos) – não é algo que acontece sempre, foi a primeira vez em muito tempo e é algo que eu tenho que trabalhar”, completou o jogador.

Device finalizou dizendo que, para esse tipo de trabalho funcionar, é preciso a confiança da equipe: “Se outros times não acreditam no que o psicólogo diz, acreditam mesmo, não só dizem que acreditam, não funciona. Vai ser perda de tempo”.