A FURIA eSports terminou sua participação na DreamHack Rio de Janeiro com o segundo lugar após perder a decisão para a AVANGAR. Um dos principais destaques da equipe brasileira, Andrei “arT” Piovezan comentou sobre a grande final que aconteceu neste domingo (21).

O FAVORITISMO DA FURIA E O TABU DOS BRASILEIROS EM SOLO NACIONAL

Para muitos torcedores, a FURIA era a grande favorita para levantar o troféu da DreamHack Open Rio de Janeiro. No entanto, para arT, sua equipe nunca foi o principal time da competição.

“Eu acho que em nenhum momento fomos favoritos nesse torneio. Acho que tanto a AVANGAR quanto a Valiance são times até melhores do que nós e que têm mais história do que nós. Sabíamos que ia ser um jogo difícil e tínhamos os pés no chão. Para nós essa pressão de favoritismo nunca existiu”, comentou arT em entrevista aos Mais Esports.

Mesmo com eventos internacionais de CS cada vez mais frequentes no Brasil, nenhum time brasileiro conseguiu vencer um título desse tamanho em solo nacional. Na opinião de arT, não existia nenhum tipo de pressão em relação isso.

“Para nós essa pressão nunca existiu. Eu mesmo não sabia dessa informação até chegar no evento e começar a jogar, então isso com certeza não afetou o nosso jogo”.

ESCOLHA DA VERTIGO

Logo de cara, no primeiro jogo da decisão, a FURIA surpreendeu ao escolher o mapa Vertigo. O desempenho dos brasileiros foi excelente, vencendo a partida pelo placar elástico de 16-2.

“Escolhemos Vertigo porque percebemos que eles não jogavam o mapa. Como eles também não jogam Nuke, escolheram vetar o mapa e deixaram essa brecha. Decidimos ir de Vertigo porque já tínhamos jogado antes e estávamos preparados”, afirmou.

SEGUNDO MAPA: A INFERNO

O segundo mapa foi a Inferno, onde a FURIA vinha tendo bons resultados, porém, nessa ocasião, foi a AVANGAR quem conseguiu sair vitoriosa. Para arT, sua equipe não foi surpreendida e afirmou que o resultado se deu por méritos dos cazaques.

“Nós não esperávamos perder algumas rodadas chaves do lado CT, caso tivéssemos ganhado seria outro jogo, mas os caras fizeram uma boa partida e foram melhores do que nós na Inferno e acabaram ficando com o mapa”, afirmou.

MAPA DECISIVO E MOMENTOS CRUCIAIS 

Com a série empatada em 1-1, as equipes foram para o terceiro e último mapa, que aconteceu na Train. A FURIA conseguiu abrir uma excelente vantagem de 13-7, porém permitiu que os cazaques empatassem a partida em 13-13. Com o jogo ficando cada vez mais tenso, arT afirmou que a questão psicológica não interferiu o desempenho de sua equipe.

“Acho que o psicológico do nosso time foi muito forte e isso me deixou muito feliz. Conseguimos segurar a barra até o final e acho que [a derrota] foi mais por questão de exaustão, foram três mapas muito pegados. Não acredito que o psicológico tenha afetado tanto assim no último mapa”, comentou o jogador da FURIA.

Após conseguir empatar o jogo em 15-15, a partida foi para a prorrogação, que terminou em 19-16 para a AVANGAR. Para arT, o jogo acabou sendo decidido nos detalhes.

“Estou triste por fora mas muito feliz por dentro. Nossa caminhada nesta final foi bastante merecedora, jogamos muito bem e estou orgulhoso. Sobre o último mapa, isso é o CS e detalhes fazem você perder ou ganhar e foi um desses detalhes que fez a gente perder”, finalizou.

A EXPERIÊNCIA E O APRENDIZADO COM O EVENTO

Com o fim da DreamHack Rio, a FURIA retorna aos Estados Unidos com uma excelente experiência. Na opinião de arT, os panteras conseguiram apreender muita coisa com o evento.

“Dá para tirar muita coisa [com a experiência]. Aprendemos muito aqui e tenho toda a certeza que vamos sair daqui mais casca grossa, não só eu e meu time como todo mundo que trabalha na organização. Sempre que jogamos um torneio assim saímos mais fortes”.