allu durante a decisão do IEM Katowice Major, na Polônia (Foto: Bart Oerbekke)

Aleksi “allu” Jalli está confiante que a ENCE não deu um golpe de sorte no IEM Katowice Major. Vice-campeão mundial, o finlandês revelou que ele e seus companheiros sempre “miram alto” quando o assunto é Counter-Strike: Global Offensive.

“De um certo modo sim [o resultado foi uma surpresa], mas claro que toda vez que vamos para um torneio nós tentamos vencê-lo, mesmo que seja improvável, sempre miramos alto”, contou allu em entrevista ao Mais Esports durante o media day da Blast Pro Series São Paulo.

“Podemos dizer que nossa performance foi um pouco melhor do que o esperado, mas estávamos bem confiantes, tivemos bons treinos e todos se sentiam em forma. Vencer Liquid e Na`Vi não foi uma surpresa”, completou.

Questionado se a campanha no major foi um acaso, allu se mostrou confiante: “O tempo vai dizer. Nós estamos fazendo progresso gradualmente desde que criamos o time um ano atrás. Subimos dando pequenos passos e eu espero que continuemos nessa e trabalhemos duro. Vejo a gente conseguindo resultados iguais e até melhores no futuro”.

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Esse progresso gradual foi descrito por allu. “Quando começamos, os primeiros meses não foram fáceis. Não estávamos muito mal, mas também não era bom. Fizemos progresso com o tempo e, devagar, subimos. Vencemos a StarSeries [6ª temporada] ganhando da BIG, OpTic e Vega nos playoffs. Não são os maiores times, mas são difíceis, especialmente a BIG”.

“Fomos para o minor e ganhamos de times fortes lá também, assim como no Challengers Stage. Crescemos e treinamos muito. Não fizemos o pulo do nada para uma final de major. Tivemos um progresso passo a passo. Isso vai nos ajudar a manter esse nível, acredito eu”, completou.

CONSTRUINDO A ENCE

Depois de uma longa carreira internacional e de duas passagens pela ENCE, allu decidiu voltar ao time em 2018 para iniciar uma nova trajetória, reunindo os principais jogadores da Finlândia e confiando em um projeto a longo prazo.

“Depois da FaZe eu fui para a OpTic, que foi meio que um band-aid, só para continuar jogando. Não tinha muita motivação naquele time e eles queriam mudar os jogadores para os Estados Unidos e eu disse que não iria, aí meu contrato foi encerrado mutuamente”, lembrou.

“Depois disso eu tirei três meses de férias do computador, do CS, só para pensar no futuro. Eu conheço os donos da ENCE há um bom tempo e discutimos sobre a criação de um time finlandês. Conversei muito com o sergej sobre como fazer isso e quais jogadores escolher”. completou allu.

SUNNY À  VISTA?

Após terminar com a segunda colocação na IEM Katowice, a ENCE ganhou os holofotes pelo interesse em Miikka “suNny” Kemppi, da mousesports. O jogador foi ligado à uma possível transferência para a equipe pelo Dexerto.

Questionado sobre o interesse no jogador, eleito o 16º melhor do mundo em 2018 pela HLTV, allu não escondeu a possibilidade.

“Claro que é interessante [a contratação de suNny]. Ele é um ótimo jogador e trabalha duro, ele adicionaria muita coisa para o nosso time. Mas uma questão é quem ele substituiria? Estamos indo bem agora. Talvez pudéssemos ir melhor com suNny, talvez não. Pode ser uma possibilidade [que ele entre para o time]”.