A segunda etapa do CBLoL 2019 teve início no último sábado (01).  Contando com alguns velhos conhecidos como Pain Gaming e Team One, as expectativas se elevam mais uma vez, já que Flamengo, INTZ, Redemption e companhia agora enfrentarão novos desafios. Ainda permanece difícil prever como será esse split com apenas um fim de semana, então trouxe alguns pontos que podem ser interessantes para uma análise futura.

Mudanças que vêm para o bem?

Foram várias as mudanças em comissões técnicas e line ups, dentre elas, alguns jogadores não tão conhecidos assim, como o coreano Wizer, que é o novo topo da KaBuM e o sérvio Ryuzaki, que fez sua estreia como caçador na Team One. É claro que tempo é necessário para que adaptações aconteçam, mas já nesses dois dias foi possível ter uma ideia do potencial que esses jogadores trazem para suas equipes.

Tomei como exemplo dois dos novos estrangeiros justamente porque um dos jogos que mais me chamou atenção foi KaBuM vs Team One. Mesmo com o “desfalque” do atirador Absolut, os Ninjas dominaram os adversários, mostrando que o time parece andar bem no processo de renovação após a saída de Zantins, Titan e Riyev. Pouco antes de o split começar, a pergunta era “Qual será essa nova KaBuM?”. O mesmo questionamento se mantém para com a T1, que agora conta com dois europeus no elenco.

Uma breve pesquisa sobre Wizer rendeu pouca coisa. O topo que até então era reserva na Sandbox Gaming, equipe da LCK, tem pouquíssimos jogos competitivos. Na KeSPA Cup 2018, ele tem apenas quatro jogos, sendo duas derrotas e duas vitórias. Os dados podem ser escassos e ele pode ser um jogador bastante novo, mas até agora pareceu muito promissor. Tomando os últimos dois jogos, não diria que ele foi o maior destaque, mas cumpriu muito bem seu papel, especialmente junto ao time, setando bem as sides, tanto com Pyke como com Sylas.

Quanto à Ryuzaki, é um jungler que teve passagem em uma série de equipes europeias, tendo jogados alguns campeonatos menores como a PG Nationals e a EBL (Esports Balkan League). Nos treze jogos em que participou da liga, perdeu nove e não teve um grande destaque, mesmo considerando as vitórias. No jogo de estreia contra a KaBuM, ele teve grande parte de sua selva dominada pela Elise de Ranger, que conseguiu abrir  uma vantagem significativa em CS.

Em uma jogada que ocorreu no mid, Ranger tinha noção do posicionamento do jungler adversário e seta um gank para tentar eliminar Ryuzaki e Takeshi. Nesse momento, Ceos e Wizer também chegam, mas tudo foi pensado como uma armadilha, já que Ranger tinha sido visto farmando as acuâminas. Esse é um exemplo de como a KaBuM trabalha a noção do posicionamento do adversário e se mantém um passo à frente.

Uma prova disso é também o primeiro gank de Ranger no jogo, em que ele aproveita uma brecha de visão para gankar pela rota, algo que volta a acontecer de maneira semelhante na partida contra a Redemption. Eu não acho que o draft da T1 tenha sido muito favorável, principalmente porque eles precisavam de recurso para o Jayce, precisavam de uma Rek’Sai mais dominadora e agressiva no início. Por isso, foi interessante o modo como Ranger aproveitou de suas três lanes da melhor maneira possível, habilitando Pyke e Akali para o mapa.

Por essa razão, considerando o que vi até agora, acho um pouco provável que a Team One funcione bem sem seus maiores destaques da última etapa, 4Lan e Absolut, que sempre foram jogadores chave. Também não vi nada muito promissor no novo jogador da selva, mesmo que ainda seja cedo para dizer alguma coisa. A comunicação também pode ser um entrave, não sabemos até que ponto isso possa ter ocasionado problemas dentro de jogo.

Essas foram as mudanças que ficaram mais evidentes até agora em termos de resultados. É difícil analisar a entrada de Yang na Pain, por exemplo, já que nos últimos muitos erros foram cometidos. A nova bot lane da Redemption também é uma novidade que eu gostaria de ver mais em ação para poder refletir, ainda que tenha me surpreendido positivamente de algum modo, especialmente contra a INTZ (mesmo que desfalcada).

Enquanto isso, Flamengo e Uppercut tem a vantagem de manter o entrosamento de um elenco que vem trabalhando há meses, ao passo que as demais vem se adequando cada qual à sua maneira. Por sua vez, a CNB é o clube dos novatos que segue cometendo alguns erros do split passado, especialmente em jogos mais longos. O impacto da saída de Yampi é notável, o time parece ter estar mais desorganizado e com dificuldade em tomar decisões, então é preciso paciência e tempo para que possam corrigir esses problemas.

Torço para que a maioria dessas adaptações tenha sido para o bem. De modo geral mudanças são pensadas a longo prazo, mas é preciso lembrar que o campeonato tem tempo certo para acabar. Quem se adequar melhor terá mais chances de vencer.

A próxima rodada do CBLoL será no próximo sábado (8) às 13 horas.