Marcelo “Ayel” Mello foi um dos jogadores da INTZ disponíveis para entrevistas após a derrota do time para a ProGaming na terceira rodada do CBLoL.

Ayel conversou com o Mais e-Sports sobre a situação atual da equipe intrépida, que ainda não pontuou na tabela e é a única equipe com 0 pontos. Confira:

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Você não estava trazendo seus picks diferentes, mas nessa última semana acabou jogando de Urgot e Yorick. Por quê?

“Pensamos que seria melhor eu jogar na minha zona de conforto pois estávamos variando muito nos picks e não vinha dando certo. Foi uma tentativa de mudar um pouco o Draft para ver se ‘daria bom’. No primeiro jogo eu fui muito bem de Yorick, consegui fazer muita coisa que eu tinha de fazer e cumprir meu objetivo. Mas o time em si ainda não está muito bem, já vimos que não é problema os meus picks… eles não são a raiz do problema nem nada. O problema mesmo é o entrosamento.”

Como assim falta de entrosamento? O que está acontecendo?

“Não sei exatamente o que está acontecendo também. É alguma coisa bem ilógica. Estamos focando agora em trabalhar mais juntos. Acho que estamos tendo dificuldades em trabalhar em equipe. Está meio que muito individualista, cada um pensando em alguma coisa diferente, cada um em uma página. Então vamos trabalhar para resolver isso.”

O que mudou do ano passado para esse ano para esse início tão ruim?

“Acho que estou meio incrédulo também. A gente simplesmente não consegue fazer o nosso jogo igual fazíamos no ano passado.”

Falta liderança na equipe?

“Sinceramente eu acho que sim. Falta alguém para puxar e chamar ‘vamos fazer isso aqui’. Estamos tendo dificuldades com diversas ideias e tal. Não sabemos qual seguir.”

O Jockster e micaO eram os líderes da equipe no ano passado?

“Era sim liderado pelo Jockster na época. Ele tinha calls com muita consistência e todo mundo seguia. Talvez tenha sido essa mudança, sim. Talvez tenha dado essa divergência. As pessoas são diferentes também, diferentes personalidades.”

Foto: Riot Games

Quais foram os erros nessa série contra a ProGaming?

“Acho que no primeiro jogo nós ficamos com muito receio de dar engage e ir para cima deles, fazer nosso jogo. Ficamos aceitando demais eles vindo em nós e isso foi problemático. Acho também que eles tiveram picks que foram chatos para nós. Apesar de não nos preocuparmos, foram chatos para o jogo. É algo que vamos ter de trabalhar, a respeito dos picks inimigos.”

O que mudou na INTZ e na ProGaming desde a final da Superliga? Vocês venceram eles por 3-0 na época e agora tomaram 2-0 deles no CBLoL. 

“É muito difícil comparar assim. Mas eu acho que a gente se dispersou um pouco e eles conseguiram se juntar mais, sabe? Eles estão mais com essa característica de trabalho em equipe, de liderança e tal. Quando eles vão fazer algo, eles não pensam duas vezes, se ‘der ruim’, deu. A gente fica com muito receio de fazer algo ruim ou bom e acabamos não fazendo nada.”

O fantasma do rebaixamento já assusta? 

“Eu não nego que é possível. Pela situação que nós estamos, é possível sim. Vamos dar o nosso máximo para mudar essa situação pois é inaceitável.”

O que espera da série contra a CNB depois do Carnaval?

“Eles mostraram uma força muito grande no jogo contra a paiN. Não vamos subestimar realmente. Vamos dar o nosso máximo e ver se vencemos eles. Se a gente falhar na semana contra a CNB, vai ser uma situação em outro nível de complicado.”

Acompanhe a tabela, datas e horários dos jogos e tudo mais do CBLoL na Cobertura do Mais e-Sports.

*Entrevista realizada em parceria com Evelyn Mackus, repórter do Mais E-Sports.